Subjacência
Cada ano uma história para contar.
Existem anos amenos, anos que passam, mas sempre, permanecem histórias e memórias para recordar.
Traçam marcos, aprendizagens e a inerente maturidade.
Serei eu capaz de datar cada vivência de cada ano da minha existência?
Dos que a memória não me falha e a cognição tampouco, sou capaz. Cada um desempenhou a sua função. E cada um, na sua particularidade sob uma metamorfose constante, moldaram o que sou hoje.
No entanto, existem: Os anos.
Anos de vida que pelas suas páginas marcantes e regeneradoras, subsiste a certeza de que permanecerão vivos e translúcidos , na minha materialidade imaterial. (Bem, assim espero)
Os meus 25 anos, foram um desses anos.
O meu 1/4 de século começou a 19 de novembro de 2022 em Luang Prabang, no Laos.
Longe dos meus, triste pela distância, num dia em que gosto de passá-lo em família. Recordo o aperto no coração que senti. Mas, quando o “meu” dia estava a poucas horas de terminar, a vida presenteou-me com o sentido de família que tanto carecia. Ganhei uma mãe no Laos. Ato de pura morabeza, que no fundo é o “My state of mind in my journey of life”.
Viajar tem destas coisas. Que a ambição de correr o mundo fora não se dissipe, jamais.
Se há um ano me dissessem a montanha russa de emoções que estaria adiante, não acreditaria!
25, foste a viagem espiritual mais bonita até hoje.
Daqui a umas horas, grata, abraçarei um novo outono na minha vida.
Desta vez, em casa junto dos meus abraços-casa.

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